A DORMIDEIRA
23 JESUS, tomando o cego pela mão,
levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as
mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
24 Este, recobrando a vista,
respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.
25 Então, novamente lhe pôs as
mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia
de modo perfeito.
Evangelho de JESUS CRISTO segundo
São Marcos, cap. 8:23 a 25.
São Marcos.
Evangelista, repórter, escritor, jornalista e apóstolo de JESUS CRISTO.
Obra de Andrea Mantegna (1431-1506).
Pintor e gravador italiano.
Toda Árvore
Sofre as dores na germinação,
Pois está em sua condição
O estado de sensibilidade.
As sementes.
“A neve e as tempestades
matam as flores, mas nada podem contra as sementes.”
Khalil Gibran (1883-1931).
Já passou a mão na Dormideira?
Ela dorme por um instante
Quando sofre o constante
Acesso do ser humano.
“Assim como uma pequena planta deve enfrentar muitos obstáculos antes
de se transformar numa árvore, nós precisamos experimentar muitas dificuldades
no caminho da felicidade absoluta.”
Nitiren Daishonin (Século XIII).
22 Porque sabemos que toda a
criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.
Epístola de São Paulo aos Romanos, cap. 8:22.
São Paulo.
Escritor, repórter, pregador, advogado, jornalista, empresário, profeta e apóstolo de JESUS CRISTO.
Obra de Peter Paul Rubens (1577-1640).
Pintor alemão.
Observe que ela
Precisa da terra
Onde finca as suas raízes
E alimenta-se.
“A vida é como uma chama, e o alimento como o óleo
que lhe permite queimar.”
Nitiren Daishonin (Século XIII).
Monge budista no Japão.
Precisa do sol
Para não ficar desprovida
Da sua vida.
Tem que vencer todo tropeço
E dar um jeito
De vir à luz.
“Dizeis: darei só aos que
precisam. Mas os vossos pomares não dizem assim; dão para continuar a viver,
pois reter é perecer.”
Khalil Gibran (1883-1931).
Ela sofre calor e frio
E todo desafio
Para sobreviver.
Do infinitamente pequeno
Ao infinitamente grande
O DEUS Supremo
Faz-nos raciocinar,
Para podermos encontrar
O nosso próprio início.
A Oliveira.
Vive mais de 2500 anos.
“Árvores são poemas que a terra escreve para o céu.
Nós as derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo nosso vazio.”
Khalil Gibran (1883-1931).
Poeta e escritor libanês.
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