A ÁRVORE DO DINHEIRO
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Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro
peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e
entrega-lhes por Mim e por ti.
Evangelho
de JESUS, segundo São Mateus, cap. 17:27.
JESUS
paga o tributo
Obra de Peter Paul Rubens (1577-1640), pintor alemão.
Você
se considera independente
Por
que tem a semente
Da
Árvore do Dinheiro?
“O dinheiro não traz felicidade —
para quem não sabe o que fazer com ele.”
Machado de Assis (1839-1908), escritor, poeta brasileiro e membro da ABL.
Você
se considera poderoso
Porque
sobre o Povo
Tem
poder,
Mas
e sobre você
Que
um dia irá morrer?
Você
se acha liberto
Porque
está certo
De
ser bilionário?
“A
realidade é o luto do mundo, o sonho é a gala.”
Machado
de Assis (1839-1908), escritor, poeta
brasileiro e membro da ABL.
Não
tenha tanta certeza disso,
Pois
a sua linda mansão
Foi feita do mesmo pó do chão
Que
o pobre fez o seu barracão.
Nem
tudo o que reluz
É
ouro realmente,
Apenas
tem um valor diferente.
“Eu
sinto a nostalgia da imoralidade.”
Machado
de Assis (1839-1908), escritor, poeta
brasileiro e membro da ABL.
Você
se acha riquíssimo
Quando
bilhões de aflitos
Passam
fome, nudez,
Não
têm emprego, moradia
E
dignidade como Família?
“O
erro está nos meios, bem mais do que nos princípios.”
Napoleão
Bonaparte (1769-1821), imperador da França.
Você
está enganado:
É
apenas um pobre coitado
Que
se alimenta de ouro.
“Os
homens são porcos que se alimentam de ouro.”
Napoleão
Bonaparte (1769-1821), imperador da França.
Você
tem medo
De
perder a fortuna passageira
Que
deixa a sua Alma prisioneira
À
corrente de brilhantes?
“Algemas
de ouro são muito piores que algemas de ferro.”
Mahatma
Gandhi (1869-1948) , advogado, filósofo e libertador da Índia.
Não
adiante a pessoa ser
Escrava
do bezerro dourado,
Pois
para o Outro Lado
Não
vai levá-lo.
Ele
não atravessa a Alfândega,
Pois
o Anjo que a comanda
Não
aceita propina.
“A
impunidade é o colchão dos tempos: dormem-se ali sonos regalados. Casos há em
que se podem sonhar milhares de contos de réis... e acordar com eles na mão.”
Machado
de Assis (1839-1908), escritor, poeta
brasileiro e membro da ABL.







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