Quem navega no vento só encontra porto aberto.
O homem saiu da terra
Por achar que ela
Não lhe dava um porto
Para descansar.
Começou uma viagem temporal
E de um modo geral
Muitos portos encontrou,
Pois o vento declarou
Ser todo seu o espaço.
O vento então,
Achou o tempo
E procurou segurá-lo,
Mas ele é qual ao vento
Ninguém pode domá-lo.
“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.

Érico Veríssimo – Escritor Brasileiro (1905-1975)
O vento se espalhou
E fez um grande barulho,
Mas o tempo nem se importou
Com tal rodopio.
O vento assobiou
Fazendo-se ouvir à distância,
Mas o tempo ficou na sua
E não lhe deu importância.
Estes dois baluartes
Fazem parte
Da Economia Divina
Que o TODO Universal anima.
“O tempo faz a gente esquecer. Há pessoas que esquecem depressa. Outras apenas fingem que não se lembram mais”.

Érico Veríssimo – Escritor Brasileiro (1905-1975)
ROTAS CONTÍNUAS
Assim como o ponteiro do segundo de um relógio não pode parar, o tempo também mantém a sua rota contínua.
O vento espalhou a chuva
Fazendo um tremendo escarcéu,
Mas o tempo silenciou
E não descerrou o seu véu.

Vento e tempo são os gigantes
Que comandam todo o mundo,
Mas nunca mandam
No submundo.
Lá há só silêncio
E nem por um momento
O vento e o tempo com os seus trejeitos
São bem aceitos.
O quinto Anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E lhe foi dada a chave do poço do abismo.
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap. 9:1.
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